Um escândalo sem precedentes abalou esta semana a Universidade da Madeira (UMa), podendo ofuscar o escândalo vivido a partir do Porto. O Reitor da UMa, a mais alta autoridade académica da instituição, está a ser acusado de ter praxado os caloiros fora do calendário. A falta cometida? Ter convocado os caloiros para uma sessão de apresentação com os diretores de curso no passado dia 6 de setembro. Pena é que a mensagem difundida no final do processo de matrículas, através do InfoAlunos, afinal era um engano do sistema, reciclada de 2024, e tenha deixado os recém-chegados a acreditar que haveria uma sessão de boas-vindas no passado sábado, com direito aos croquetes frios dos Serviços de Ação Social. Centenas rumaram, em vão, ao Campus, para nada.
O Conselho de Veteranos, guardião máximo das tradições académicas, não perdoou a ousadia. Em comunicado, declarou que o Reitor incorreu numa violação gravíssima: “praxar antes da praxe, levando centenas de estudantes ao Campus num sábado, sem qualquer objetivo”. A infração é ainda mais grave porque, segundo os veteranos, nenhum caloiro deve ser atirado para as garras de um diretor de curso antes de dominar a arte de “olhar para os cascos” e de recitar, como se fosse poesia épica, os artigos do Código de Praxe. É uma questão de hierarquia sagrada.
Fontes não oficiais asseguram que os caloiros enganados estão confusos: não sabem se choram, se riem, ou se pedem transferência para Coimbra. Resta aguardar pelo veredicto do Conselho de Veteranos, que promete ser histórico. Afinal, nunca antes um Reitor esteve tão perto de ser apanhado no mais temido dos delitos académicos.
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