Universidade da Madeira com 552 de estudantes colocados

Ao longo de sábado, os candidatos ao Ensino Superior receberam as colocações do 46.º Concurso Nacional de Acesso (CNA) que, em 2022, teve 49.806 estudantes colocados no ensino superior público. Os resultados da Universidade da Madeira (UMa) foram piores em 2022, quando comparados com 2021. Ainda assim, o reitor tem confiança nas próximas fases.

Nas 679 vagas disponibilizadas pela UMa foram colocados 552 candidatos, restando 136 vagas para as próximas fases. De acordo com os dados divulgados pelo governo, a UMa teve um resultado pior nas colocações de 2022, comparando com 2021. A taxa de ocupação este ano foi de 81,3% (85% em 2021), com menos 83 estudantes colocados (- 13%) em relação a 2022, em que foram admitidos 633 candidatos na 1.ª fase.

Em declarações ao Diário de Notícias da Madeira, o reitor da UMa indicou que as restrições orçamentais acabam tendo algum impacto nas escolhas de aberturas de vagas e, consequentemente, nos resultados do Concurso Nacional: “uma vez que a Universidade da Madeira não foi não foi contemplada com um aumento no seu financiamento, o aumento é o normal, e isso fez com que nós tivéssemos que equilibrar a oferta formativa, no que diz respeito a este concurso – CNA, no que diz respeito a uma das medidas estruturantes para a universidade, que é de aumentar o número de estudantes internacionais, e também no que diz respeito ao aumento desejado de alunos de mestrado. Foi por isso que nós aumentámos também a oferta formativa na área de mestrados (…). Foi por isso que tivemos de equilibrar com os primeiros ciclos”.

Sílvio Fernandes, apesar dos resultados das colocações terem baixado, declarou acreditar que a UMa ficará com resultados próximos dos das colocações de 2021, após a divulgação das próximas fases. Na Universidade dos Açores os resultados, em relação aos de 2021, não tiveram grande oscilação. Registou-se menos 8 colocados em 2022, com uma taxa de ocupação de 88%.

Segundo os dados publicados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), há dez anos, em 2012, ficaram colocados, pelo CNA, 39.992 candidatos em Portugal, sobrando 12.306 vagas na 1.º fase. Dez anos depois, nas 54.641 vagas disponibilizadas, 49.806 ficaram colocados e 5.284 vagas transitam para a 2.ª fase. Mais de metade dos estudantes conseguiram entrar na sua 1.ª opção. O total de vagas que acabaram por não ser preenchidas no final da 1.ª fase do CNA foi o mais baixo desde 1999.

O governo destacou “o número de colocados em instituições localizadas em regiões com menor densidade demográfica” registou um crescimento de 6%, com 13.351 estudantes colocados. Segundo o executivo, várias instituições do interior aumentaram “o número de colocados face ao ano anterior: UBI, UÉvora, UTAD, IP Bragança, IP Castelo Branco, IP Coimbra – ESTGOH, IP Guarda, IP Portalegre, IP Santarém, IP Viana do Castelo, IP Viseu e IP Tomar”.

Na próxima quinta-feira realiza-se a cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), às 16:00, na Academia das Ciências de Lisboa, com a presença do Primeiro-Ministro e da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Luís Eduardo Nicolau
ET AL.
Com fotografia de Pedro Pessoa.

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