Em Bruxelas

A passagem pelo Ensino Superior é sem dúvida o marco principal na vida de um jovem. É uma fase tão completa a nível de vivências, de experiências, de conhecimentos e de expansão dos horizontes.

Quando acabamos o Ensino Secundário é-nos apresentado um leque variado de opções e muitos são os caminhos que podemos escolher. Pode ser comparado a um restaurante onde é-nos apresentado um grande menu e ficamos sem saber o que escolher. A escolha daquele prato irá marcar a nossa experiência degustativa. Pois bem, a escolha do curso não é muito diferente. Ou calha-nos bem, ou não.

Ciências da Educação (C.E.) – foi a minha opção, foi a minha escolha! No início não sabia muito bem ao que ia. Nunca se tinha falado muito do curso, nunca me tinham explicado ao certo quais as saídas profissionais… mas uma coisa é certa: era Educação. Era Educação a área que eu queria seguir. Conta-me a minha mãe que em criança quando me perguntavam o que queria ser quando fosse “grande” eu sempre respondia “professor”. Já com mais alguns anos, perguntavam-me “E professor de quê?” – Eis o meu dilema! Uma coisa era certa, eu queria ser professor, agora de quê, não sabia. O curso de C.E. veio resolver esse dilema. Deu-me oportunidade de conhecer todo o processo educativo e de estar inteirado do funcionamento e dos processos inerentes à Educação. Não seria professor, mas iria trabalhar numa área que sempre foi do meu interesse, a Educação.

Setembro de 2011, foi a altura em que ingressei na UMa. Um ingresso que ficou marcado por experiências que guardo com o maior afinco. A minha vida académica foi vivida com muita intensidade. Sempre lutei por isso, sempre tive pessoas que me proporcionaram vivências aos mais diferentes níveis. Vivi a Praxe, vivi as iniciativas da AAUMa, vivi o curso, vivi a academia… vivi UMa vida! E 3 anos passaram, estava eu no Jardim Municipal a cortar orgulhosamente a minha fita e um mês depois, em Junho, acabaria a licenciatura. Tudo tinha passado! E agora?! Agora começava o verdadeiro desafio: a procura do emprego. Atenção que não era o primeiro emprego. Sempre trabalhei ao longo da minha formação académica, mas desta vez seria diferente. Havia uma licenciatura, havia todo um desejo de aplicar o que tinha sido adquirido ao longo de 3 anos, havia um desejo de passar da teoria à prática.

Essa oportunidade surgiu! 1 de Setembro de 2014 estava eu a aterrar no aeroporto de Bruxelas. Haviam passado 3 meses do término da licenciatura. Tudo tão rápido. No dia 2 de Setembro estava eu a entrar no Parlamento Europeu. Um novo desafio chegaria até mim. Um trabalho numa grande (se não na maior) instituição europeia. Um ritmo diferente, acelerado… mas um trabalho que me agradava de todo. Um trabalho que exige muita investigação e dedicação. Este era e é o meu novo desafio nos próximos tempos.

Se me perguntassem onde estaria eu depois da licenciatura, o último lugar que me ocorreria seria o Parlamento Europeu.

Passaram 3 anos, mas as recordações não têm tempo e ficam para sempre guardadas na nossa vida.

João Pedro Andrade
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