Ansiedade: “uma coisa da sua cabeça!”

“A ansiedade é uma manifestação complexa de todo o corpo, desde o cérebro, às hormonas e às manifestações mais fisiológicas.”

A ansiedade é uma emoção que é, per si, natural e essencial ao funcionamento humano, porque estimula / impulsiona à realização de tarefas e / ou a manter a motivação. Esta é experienciada quando estamos perante situações em que nos sentimos ameaçados ou stressados, através de sintomas como: medo, preocupação, insegurança, tensão, entre outros. Pode, no entanto, tornar-se patológica, correspondendo a um conjunto de critérios clínicos bem definidos para poderem ser diagnosticados como tal. E, é, somente quando os sinais / sintomas da ansiedade são excessivos, persistentes e afetam o dia a dia dos indivíduos que os consideramos patológicos.

E, porque será que a ansiedade não é uma coisa da sua “cabeça”? A ansiedade é uma manifestação complexa de todo o corpo, desde o cérebro, às hormonas e às manifestações mais fisiológicas. A ciência e vários estudos empíricos têm nos mostrado que as emoções residem e manifestam-se no corpo, comunicando através de sinais e sintomas como são: as dores musculares, um aperto no peito, o aumento do batimento cardíaco e as dificuldades em respirar. Estes sintomas são respostas normais do seu corpo perante uma situação de ameaça, preparando o corpo para lidar com essa ameaça.

Não obstante, é também, ao nível dos pensamentos que a ansiedade se manifesta através de: preocupação constante com o futuro, com a possibilidade de falhar ou desiludir os outros; pensar sempre o pior; estar sempre a pensar na mesma coisa e não ser capaz de parar…

Finalmente, a ansiedade também se apresenta através de alterações comportamentais. São exemplos, sentir-se irritável, dificuldade em dormir, relaxar, concentrar, evitar pessoas ou locais, afastar-se das outras pessoas, ou situações que são difíceis para si.

Por tudo isto, é essencial compreender se a sua ansiedade o sobrecarrega e se já perdura a algum tempo, estando a afetar o seu desempenho levando a dificuldades em lidar com a sua vida quotidiana. Neste caso, poderá ser importante procurar ajuda especializada para lidar com o problema – por exemplo, um psicólogo ou psiquiatra. Reconhecer o problema é o primeiro passo para quebrar o ciclo do medo e insegurança associados à ansiedade. Existem intervenções com evidência científica para reduzir e gerir a ansiedade.

Para terminar, deixamo-lo com três estratégias para melhor gerir a ansiedade no quotidiano:
● Conheça a sua ansiedade: tente fazer uma pirâmide com os seus receios e preocupações. Nomeie as circunstâncias que lhe provocam ansiedade e o nível de ansiedade com que as vivencia.
● Enfrente a sua ansiedade: concentre-se no aqui e agora, identifique os pensamentos que o estão a perturbar e questione-os; foque os seus esforços naquilo que pode controlar; acredite nas suas habilidades para lidar com situações difíceis.
● Aprenda a relaxar: pratique exercícios de respiração diafragmática ou de relaxamento muscular; realize algo que lhe dê prazer.

Filipa Oliveira e Luciana Ferreira
Serviço de Psicologia da UMa

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